OLHO DE PEIXE: SANTOS X ATLÉTICO-PR/VILA BELMIRO /LIBERTADORES 2017

 

Jogo decisivo na Vila tem que ter o corredor de fogo. Já virou tradição. Santos x Atlético-PR, jogo de volta das 8as. de finais da Copa Libertadores da América de 2017. Torcida confiante, clima de festa nos bares e ruas ao redor do Urbano Caldeira. Na partida de ida, o Santos conseguiu um bom resultado em Curitiba, bastava fazer a lição de casa e estaríamos nas 4as. de finais.

Ás 19h e eu já estava pela rua Princesa Isabel, tomando uma breja aqui, outra ali. Lá pelas 19h40min estava quase no Canal 2. O ônibus do Santos Futebol Clube iria apontar e seria recepcionado por sinalizadores, piscas, rojões, latas de fumaça, bandeiras no mastro e muita empolgação. Inalei uma dúzia de latas de fumaça amarela, aquele cheiro doce queimou a garganta de todos que estavam cantando e engoliram aquele pó químico. Provavelmente peguei uns 3 tipos de cânceres nesse corredor. Minhas narinas estavam queimando por dentro e ainda hoje, assoando o nariz, sinto o cheiro da fumaça amarela. Linda festa da torcida que mais uma vez iluminou o caminho do ônibus até o estádio. Vi até torcedores do Atlético-PR acompanhando a festa santista, tudo na paz, como deve ser.

Na Vila Belmiro você pode comer do bom e do melhor em diversos lugares, Bar do João, Confraria do Alemão, Bar das Sociais, mas eu gosto mesmo é dos carrinhos e barraquinhas… ali em frente à sede da Torcida Jovem tem uma barraca que fica dentro da garagem de uma casa, e servem um pernil caprichado. R$ 13,00 num pernil / calabresa, isso mesmo, um híbrido dos dois, com vinagrete em cima. Visionários, aceitam débito e não enfiam a faca no preço da latinha de cerveja! Mais sinalizadores e rojões em frente ao Bar das Sociais e caímos pra dentro do Portão 17, o bom e velho setor do sócio cachorro. Mil escudos do Santos de papelão foram distribuídos no Portão 1 e 2 (retão), no Portão 17 e sociais. Na hora do hino, um mar de escudos alvinegros erguidos. Ao nosso lado a torcida paranaense marcou presença, cantando e acreditando, mesmo tendo uma árdua missão. Tiveram o grito de gol censurado pelo Vanderlei e Lucas Veríssimo algumas vezes e encolheram quando Bruno Henrique marcou o solitário gol da noite. Depois disso ouviram provocações do tipo “Oooooh oh oh oh arena de vôlei!” (em referência ao fato de não terem jogado o jogo de ida, na Arena da Baixada, pois o estádio estava alugado para alguma competição de vôlei) e coros de “e – li -mi -na – do!”.

Lindo ver a Vila com as faixas da Jovem, Sangue e Força e com os instrumentos. Lindo ver a Vila quase cheia. Eu disse quase, pois vendeu tudo, mas não lotou. As cativas não lotam e certamente alguns bons ingressos morreram nas mãos de cambistas. Mas aos poucos o torcedor da Baixada Santista vai se lembrando como é bom ir à Vila e ver o Peixe ao vivo. Que esse tipo de atitude e apoio não aconteça somente nos jogos decisivos. Assistir um jogo na Vila Belmiro deveria de ser tratado como um privilégio.

 

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